:: LágRImAs & PiPoCaS – oNcE AgAiN ::

:: Rachel McAdams & Eric Bana ::

:: Rachel McAdams & Eric Bana ::

Em trama bastante similar a que interpretou em Um Diário de Uma Paixão (The Notebook, EUA, 2004), de Nick Cassavetes, Rachel McAdams faz chorar mais uma vez. E mesmo que  já conheçamos a história, que  já estejamos preparados para o que vai acontecer e saibamos de cor a premissa da produção, a película emociona. Com um pouco de fantasia futurista, a história de amor em Te Amarei para Sempre (The Time Traveler’s Wife, EUA, 2009), de Robert Schwentke (Plano de Vôo), que foi baseado no belo romance literário A Mulher do Viajante do Tempo, de Audrey Niffenegger,  encanta os corações mais melados a partir desta sexta-feira, dia 16/10, nos cinemas.

Audrey Niffenegger é artista plástica e leciona criação literária, impressão tipográfica e produção editorial de luxo em uma universidade de Chicago. Logo em sua estréia, em 2003, a autora conseguiu um feito raro para escritores iniciantes no gênero da ficção – foi um grande sucesso de vendas nos EUA e seu livro foi julgado pela crítica como uma releitura inovadora e inteligente do romance de amor, além de ter seus direitos cinematográficos comprados pela empresa de Jennifer Anniston e Brad Pitt, em Hollywood.

O romance, distribuído no Brasil pela Playarte, fala de Henry DeTamble (Eric Bana), um moderno bibliotecário. Ele que possui um distúrbio genético raro que faz com que seu relógio biológico viaje no tempo para momentos que o afetaram emocionalmente em sua vida. Henry conhece Clare (Rachel McAdams), uma bela estudante de arte, e se apaixona. Apesar de se casarem, terem uma família e uma vida social com amigos, seu casamento jamais seria normal.

A superação das dificuldades encontradas no relacionamento, a ausência e a saudade são tratadas com muita sensibilidade, inteligência e bom humor pela autora e a mesma ideia tenta ser aplicada ao filme, com a intenção de mostrar que o verdadeiro amor é capaz de transpor todas as barreiras – inclusive a mais implacável de todas: o tempo.

O filme tem um elenco que conta, além de McAdams, com Eric Bana (que faz o viajante do tempo), Michelle Nolden, Alex Ferris, Carly Street,  Jane McLean, Arliss Howard, Katherine Trowell e Bart Bedford e recebeu tanto críticas positivas quanto negativas dos especialistas americanos, totalizando uma média de quase 50% de aprovação.

A produção ficou em terceiro lugar em sua estréia na terra do tio Sam, atrás somente de Distrito 9, de Peter Jackson (que estréia no Brasil também nesta sexta-feira) e G.I. Joe – A Origem de Cobra, faturando uma média de US$19.5 milhões no primeiro final de semana. Dado o valor investido de US$39 milhões, Te Amarei para Sempre já pode ser considerado, pelo menos, um sucesso financeiro, já que até agora, nos Estados Unidos somente, faturou mai de US$62 milhões.

10/20/2009. :: CiNeMa E aFiNs ::. 2 comentários.

:: FiFiZiCeS dE mULhER ::

Ah, sim… Toda mulher que se preza possui suas fifizices. Em maior ou menor grau, mas lá estão elas. Totalmente MULHERIS!

Toda mulher adora cremes, hidratantes, perfumes, maquiagem (seja qual for – desde o ”brilhozinho labial” até o make completo, com argamassa e tudo…), esmaltes, cosméticos, cosméticos e mais cosméticos. Novidades aqui, promessas milagrosas ali, cremes antiidade acolá (às vezes mesmo antes da idade chegar…). Foras os cheiros, as fragrâncias amadeiradas, adocicadas, cítricas… Tudo é sinônimo de paraíso.

Eu confesso que amo cremes. Não consigo sair do banho e não passar nada em meu corpinho antes de me vestir. É um ritual para mim. Me relaxa, me aproxima de mim mesma, me liberta, me desliga. É tão gostoso.

Sempre gostei muito de maquiagem também. Mas nunca me agradou muito a idéia de cobrir o rosto com corretivos, base, pó compacto blá blá blá. Me dava a impressão de sufocamento, de borrões e cara marcada. Tolice minha. Não é tão ruim assim. Como eu nunca soube utilizar nada disso muito corretamente, achava complicadíssimo e meio circense até.

Hoje em dia, gosto mais. Não sou super fã de bases, corretivos e etc (até porque dá trabalho, viu…), mas aprendi a usar, a apreciar, a comprar… Tudo isso faz bem, diverte e desperta a criatividade. E eu adoro sentir tudo isso.

Tanto que A-M-O quando a Lu (sim, a Luciana do Iva) bate altos papos comigo a respeito dessas fifizices, me mostra as novidades recém-adquiridas dela, me persuade a adquirir minhas próprias e me presenteia com coisas semelhantes ou que ela comprou (porque EU recomendei) e não curtiu, rs…

Neste sábado, curti muito um papo fifizíssimo com a Gabi (sim, a Gabi do Júlio) sobre a nova linha MINERAL da Contém 1g (gente, eu AMO Contém!!!). Ela me mostrou as posses dela e me persuadiu de leve a ter também. Pensei, pensei, pensei… e com a ajuda do meu agora NOIVO (hehe), fiz a farra na loja mega-camarim da Contém que existe no Bourbon. Foi a linha MINERAL, pincéis, duos, etc… Apesar do bolso furado (ok, girli.E* fora advertida pela Gabi do Júlio), a minha felicidade ao sair do mega-camarim foi ótima.

Sabe aquela sensação boa que eu SEMPRE tenho quando faço minhas compras regulares na perfumaria, de cheirar e ler e fuçar em tudo e depois sair do lugar e voar correndo para casa para experiementar TUDO o que acabei de comprar, nem que para isso eu tenha que tomar 10 banhos? Então. Tive a mesma sensação quando cheguei com aquela minha sacolinha fofa e preta e com fita de cetim. O lado bom foi que eu experimentara TUDO lá na Contém mesmo. O amanhã que me aguarde.

E isso pode ser bom ou ruim.

O menos mal é que caso eu não curta nada do que comprei, eu bem sei quem vai gostar de ganhar alguns kits de make a mais. Mulher é o que não falta ao meu redor (e isso também pode ser bom ou ruim, rs… Mas eu creio que esteja mais para BOM. hehe).

:: a linha MINERAL ::

:: a linha MINERAL ::

10/20/2009. :: giRLi.E* ::. 3 comentários.

:: A Tragicomédia do Bastardo Inglório Tarantino ::

 

Após uma longa espera, milhares de especulações e a polêmica do cancelamento de sua visita ao Brasil, Quentin Tarantino mais uma vez dá o ar de sua graça e divide opinões com mais de uma suas produções que chocam pelo miscelâneo que as compõem.

Para os fãs de carteirinha, Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, EUA/Alemanha, 2009), obra-prima mais recente do diretor americano, que fala sobre guerra (mais especificamente sobre a Segunda Guerra Mundial, quando um grupo de soldados judeus americanos tem como missão espalhar o terror pelo Terceiro Reich), nada mais é do que pura e simplesmente Tarantino. E isso é bom. Muito bom.

Primeiro, porque independente do lado que Tarantino decida mostrar ao grande público – porque o diretor possui vários: lado B, trash, comédia, ironia, violência, sonho, pesadelo… – ele consegue atenção. Segundo, porque ninguém melhor do que os fãs que conhecem toda a trajetória do cineasta, que gostam e acompanham seus filmes e projetos, para julgar. E se eles dizem que é bom, é melhor acreditar. Desta vez eles estão certos.

O diretor de Bastardos Inglórios mistura temas, adapta uma trilha sonora única para o contexto da produção, usa recursos faroeste, e abusa dos duelos e das cenas chocantes de violência (que desta vez estão até mais reservadas do que o seu tradicional cinema). Mas mesmo quando abusa, Tarantino produz na dose certa.

Na história que se passa na França ocupada pelos nazistas, onde Shosanna Dreyfus (Laurent) testemunha a execução de sua família pelas mãos do coronel nazista Hans Landa (Christoph Waltz merecia uma crítica à parte). Após uma introdução brilhante com uma intensa conversa entre os personagens de Denis Menochet e Waltz, a jovem consegue escapar e foge para Paris, onde cria uma nova identidade como dona de cinema. Enquanto isso, também na Europa, o tenente Aldo Raine (Pitt) inferniza ao lado de seu grupo de soldados judeus os nazistas. Conhecido por seus inimigos como Os Bastardos, o esquadrão de Raine se junta à atriz alemã e agente infiltrada Bridget Von Hammersmark (Diane Kruger) em uma missão para derrubar os líderes do Terceiro Reich. E os destinos convergem para o cinema onde Shosanna está planejando a sua própria vingança.

Inteligente, ainda que mantida rigorosamente simples, a trama investe nos atores – e a direção de elenco é a melhor da carreira já celebrada por essa característica de Tarantino. E se comentei acima que Christoph Waltz merecia sua própria crítica, dedico-lhe ao menos um parágrafo. O ator austríaco não dá chance a quem quer que divida a cena com ele. Seu vilão é tão sensacional que Bastardos Inglórios torna-se, sem querer, quase como um filme do Batman, em que são os antagonistas que valem o ingresso. Brad Pitt? Bom e caricato, como o filme exige. Mas Waltz está simplesmente em outra esfera de talento.

Caricaturas, aliás, são o pão-com-manteiga do filme. É divertida a maneira como Tarantino conscientemente reduz personagens aos seus estereótipos conhecidos (o americano caipira e bruto, a francesa blasé, o inglês supereducado, os nazistas engomadinhos…) para economizar tempo em explicações e construção de personagens. O único com quem ele realmente se preocupa é, de novo, Hans Landa, e isso causou certa polêmica entre a crítica. Adorar o nazista, mesmo com o tresloucado e historicamente alucinado clímax que o filme oferece, não é algo de fácil digestão mesmo.

Bra Pitt - vilão caricato

Brad Pitt - vilão caricato

10/14/2009. :: CiNeMa E aFiNs ::. Deixe um comentário.

:: Já ErA tEmPo! ::

Faz tempo que não venho aqui. Uma vergonha, eu sei – a música ”Shame”, da Deborah Blando, está até tocando aqui na minha vitrola (sim, vi-tro-la!) mental.

Mas enfim… C’est la vie… Peço desculpas a mim mesma (hehe) e dou a volta por cima. E com orgulho e dignidade. Afinal, sumi esses QUASE dois meses porque estava trabalhando dia, tarde e noite, finais de semana e algumas madrugadas SEM PARAR!

Se tudo der certo agora (e VAI dar!), minha vida vai entrar num ritmo um pouco mais calmo e saudável.

Com mil planos na minha cabeça, novas emoções habitando meu peito, novas perspectivas e tomadas de decisões a respeito de corpos que me rondam, sou quase uma mulher renovada 100%. E isso está sendo muito bom pra mim. E pra quem eu amo de verdade também.

Se bem que, tenho aprendido que mesmo sentimentos verdadeiros de amor fraterno devem estacionar em algum momento da nossa vida, se a recíproca faz mal para os nossos corações. Já sou uma adulta, crescida o suficiente para saber que bancar a criança é permitido somente quando o assunto não é sério. Ser colocada na parede por conta de amizade, não é comigo.

YES, babies. The bitch IS back!

10/13/2009. :: dEsCaRgA ::. Deixe um comentário.

:: BouRBoN StReeT FeSt 2009 ::

O festival à música negra e à cultura da Louisiana, que acontece anualmente no famoso Bourbon Street,  trouxe grandes nomes da música e o espírito mágico de New Orleans para a cidade de São Paulo, contando com as tradicionais apresentações gratuitas e ao ar livre e com o encerramento na casa, que fica localizado no clássico bairro de Moema para celebrar seu sétimo ano consecutivo, com a mesma fórmula de grande sucesso que tanto tem agradado seu público mais fiel, a crítica e os recém-chegados.

Durante a semana toda – de 15 a 23 de agosto – o Bourbon Street Music Club realizou o Bourbon Street Fest 2009 que além de trazer a magia e a descontração das festas da cidade do Blues e do Jazz dos Estados Unidos, proporcionou, como sempre o faz, o melhor clima da combinação entre boa música ao vivo, excelente atendimento e cordialidade dos colaboradores da casa, cardápio de refeições preparadas com requinte e a melhor sensação de meia-luz que uma casa de shows pode oferecer. Tudo é original e agradável.

Antes de acontecer o conhecido Jazz Brunch, no domingo, dia 23, o encerramento da noite que ocorreu no sábado, dia 22, foi como o esperado pelo público mais freqüente. As bandas Leroy Jones Quintet, Sunpie & The Sun spots e Kurt Brunus Project arracaram assovios e palmas animadas do público, basicamente composto por homens e mulheres em torno de seus 30 a 50 anos.

Para quem ainda não conhece o festival, a recomendação existe para o acontecimento no ano que vem, mas antes do mês de agosto de 2010 chegar, um sábado à noite é uma excelente pedida para conhecer o que a casa oferece. Dicas? Chegar cedo para que um bom lugar seja escolhido e se cadastrar na mala direta através do site www.bourbonstret.com.br. Todas as novidades e apresentações mais especiais manterão os interessados atualizados.

O Bourbon Street Music Club fica localizado na Rua doa Chanés, 127, em Moema. Para informações e reservas, o telefone é (11) 5095-6100.

:: Leroy Jones Quintet ::

:: Leroy Jones Quintet ::

08/23/2009. :: NoTaS ::. Deixe um comentário.

:: aRRaStA-Me PaRa o inFeRnO ::

:: Christine Brown (Alison Lohman) em momento "FUCK YOU, BITCH!" ::

:: Christine Brown (Alison Lohman) em momento "FUCK YOU, BITCH!" ::

O cineasta americano responsável pela direção dos 3 filmes da saga Homem-Aranha (e também do 4o. Filme, cujas filmagens começarão em 2010), decide retornar ao terreno dark, após sete anos. Sam Raimi, famoso por ter criado uma das histórias mais aterrorizantes do cinema com a franquia A Morte do Demônio, que iniciou em 1981, dirige o mais recente e literalmente assustador thriller dos últimos tempos: Arrasta-me Para o Inferno (Drag me To Hell, EUA, 2009), que estréia em circuito nacional nesta sexta-feira, 14/08, para delírio dos fãs do gênero e de adolescentes interessados no proibido.

O filme, declaradamente rotulado como baixo orçamento pelo próprio Raimi, cumpre esplendidamente seu papel de filme de horror de volta às raízes, tanto que é um dos indicados à categoria de melhor filme de horror na premiação Teen Choice Awards 2009, evento anual que homenageia as maiores realizações do ano em música, filmes, esportes e TV, votado por adolescentes entre 13 e 19 anos, realizado pelo canal FOX.

A história, que é ambientada em 1969, se baseia na vida da atormentada Christine Brown (Alison Lohman), ambiciosa agente de crédito que, ao se deparar em uma disputa por uma ascensão profissional na empresa para a qual trabalha, acaba negando o pedido de extensão do financiamento da moradia de uma velha cigana, para impressionar seu chefe, Sr. Jacks (David Paymer) e mostrar que ela é capaz de tomar decisões mais duras.

A velhota, por ter se humilhado e não ter amolecido o coração de Christine para conseguir o prazo da hipoteca da casa que precisava, decide se vingar da moça, amaldiçoando o botão que arrancara da manga do casaco de Christine em nome de uma bruxa demoníaca chamada Lâmia. O feitiço seria fatal ao dono do objeto tomado (o botão) e reservaria, da forma mais cruel e impiedosa, a alma da bela agente de crédito, à eternidade de sofrimentos no inferno.

Ao consultar um vidente, Christine descobre a maldição das forças ocultas sobre a sua alma generosa e ao lado de mais dois outros espiritualistas que irão ajudá-la (mediante ao pagamento de uma quantia de 10 mil dólares para compensar o risco de vida de todos e do sacrifício do bode a ser morto em oferta à bruxa em troca pela alma de Chris), uma sessão de descarrego é organizada.

Dentre os momentos que antecedem a sessão espírita, durante e depois, Sam Raimi carrega nos efeitos simples e sustos bem programados (por mais clichês que possam ser) que deixam cabelos em pé. O diretor também carrega na quantidade de vômitos expelidos por cadáveres e demônios em cenas realmente nojentas. Talvez Sam Raimi demonstre, consciente ou inconscientemente, uma fixação oral em todos os instantes que procurou levar surpresas até a sua protagonista. E nas cenas engraçadíssimas é possível provar que o bom humor também reina em Arrasta-me. A boa mistura faz da produção um momento que vale a pena ver. E vale a pena ver de novo, sejam quantas vezes forem. Principalmente pelo desfecho do longa. Merecedor de palmas!

Distribuido pela Universal, o longa da Ghost House Pictures já estreou nos EUA em maio. Para o público que vai se aventurar (bem) nas salas escuras neste final de semana, o importante é não esquecer da mão extra para apertar. E respire fundo, para que a Lâmia não venha te pegar. 

08/13/2009. :: CiNeMa E aFiNs ::. 3 comentários.

:: CadÊ sEbAsTiAn BaCh??? ::

Quem não lembra da guerra de egos no Hollywood Rock de 1992 entre Skid Row e Extreme? Na verdade, uma guerra de ego unilateral, já que as alfinetadas e provocações sempre partiam do loiraço metido de voz espetacular que enlouquecia tanto fãs machões de rock’n’roll quanto groupies ensandecidas. Sim, trata-se de Sebastian Bach – versão hard rock do gênio da música clássica, então vocalista do Skid Row. Sim, de novo! Ele deixou a banda, que vem ao Brasil em 12 de setembro, para única apresentação em São Paulo, no Manifesto Rock Bar, conforme divulgado em seu Myspace.

Os ingressos (que já estão disponíveis no site Ticket Brasil (www.ticketbrasil.com.br ) e na loja Consulado do Rock, localizada no 1° andar da Galeria do Rock) variam de R$90,00 (pista) a R$180,00 (camarote).

Encolhimento

No início dos anos 90, a banda se encontrava no apogeu, com músicas como I Remember You e 18 and Life marcando época. O Skid Row lotava estádios. Mas agora está mais para show de casa noturna. Quem conhece o Manisfesto sabe que o local é pequeno e não identificável como casa de show de bandas com este porte (o show será a grande atração da Hard Rock Party, promovida frequentemente pelo lugar). Mas afinal por que isso?

Talvez a resposta esteja no óbvio: a banda vem ao Brasil não tem mais Sebastian Bach. A formação do Skid Row que vem ao Brasil é composta por Johnny Solinger (vocal), Dave Sabo (guitarra), Scotti Hill (guitarra), Rachel Bolan (baixo) e Dave Gara (bateria). Nada comparável à formação original. Assim como o retorno de Queen sem Freddie Mercury, de Van Halen sem Eddie Van Halen e como se acontecesse de Guns n’ Roses voltar à ativa sem Axl Rose. Perde-se a essência principal. Mas para julgar, é necessário aguardar e comprovar. Nem que seja para comprovar o ululante.

Consulado do Rock – Av.São João, 439 – Loja 234; (11) 3211-7933; www.consuladodorock.com.br

 

:: sem S.B. mas com sósia? Isso é muito suspeito... ::

:: sem S.B. mas com sósia? Isso é muito suspeito... ::

 

08/04/2009. :: NoTaS ::. Deixe um comentário.

:: KuRt cObAiN – pOr uM oUtRo eLe ::

Totalmente diferente da imagem de seu narrador (o líder do Nirvana), Kurt Cobain – Retrato de Uma Ausência, que estreou somente em São Paulo nesta sexta (31/07), é um documentário leve, limpo e bem-humorado. Dirigido por A.J. Schnack, a narração foi extraída de mais de 25 horas de depoimentos e entrevistas, dada pelo músico ao jornalista Michael Azerrad, entre os meses de dezembro de 1992 e março de 1993, como coleta de dados para a produção do livro Come As You Are: The Story of Nirvana, lançado em 1993.

O contraste entre a imagem que Kurt Cobain sempre fez questão de passar, consciente ou inconscientemente, e a  pessoa que surge no documentário de um pouco mais de uma hora e meia surpreende. A voz calma, envolvente, os comentários bem-humorados e a ilustração do que está sendo dito pelo menino rebelde através de uma sequência de imagens inspiradoras fazem o público, mesmo aqueles que não têm a mínima identificação com ele ou o Nirvana, se encantar.

Barulhinho bom

O filme não é carregado. Muito pelo contrário. Mesmo a trilha sonora totalmente rock n’roll, com Queen, Iggy Pop, David Bowie, Mudhoney e Creedence, não permite que a produção seja tão barulhenta. A mistura poética de imagens de paisagens, fotos e animação gráfica com os depoimentos e conversas que nunca haviam sido levadas ao público anteriormente, ajuda para um resultado satisfatório.

Mas do que se trata realmente o filme? Nada mais do que a vida de um cara que se suicidou com um tiro na cabeça, em 1994, e cuja letra do hit Smells Like Teen Spirit levava fãs à loucura. Ele reconta sua própria vida – da infância à adolescência, dos seus dias de descoberta musical à cobrança de ter que lidar com a fama explosiva de sua banda.

Desabafo

Kurt também desabafa a respeito de suas dificuldades em administrar vida pública, pessoal, drogas e a depressão, companheira inseparável até o momento da sua morte. Ele também expõe questionamentos sobre a mistura de gêneros musicais e elucida Beatles e Black Sabbath, além de afirmar categoricamente que a mídia é um monstro sedento pela aniquilação de seres humanos.

O narrador também lista uma média de 20 artistas e bandas que lhe serviram como referência musical e inspiração.

Retrato de Uma Ausência é dividido em três capítulos: Aberdeen, Olympia e Seattle, três cidades dos Estados Unidos em que Kurt Cobain morou. O filme só vai mostrar sua imagem real nos últimos singelos minutos. O ponto positivo aqui é que não há clichês. Tudo é minimalista e original.

:: who the hell was he, actualy? ::

:: who the hell was he, actualy? ::

08/04/2009. :: CiNeMa E aFiNs ::. 1 comentário.

:: WhAt GuARuJá MeAnS? ::

Post esquisito. Admito. Mas não para mim. Nem para você e nem para você.

O meu Guarujá citado aqui tem um significado diferente. Não é exatamente a praia, a costa. É um sentimento, uma sensação. Isso! Guarujá é um momento. E eu vivi este momento neste final de semana.

É bom realizar coisas com o apoio de quem amamos. Assim… Sem estresse, sem melancolia, sem pressão. Dá uma sensação de liberdade incrível. E segurança. E conforto. E amor.

E assim foi. Foi assim comigo. E o que eu posso dizer é que eu estou feliz. Me sinto COMPLETAMENTE renovada. Me sinto EU MESMA, sem medo, sem pânico. Ser a gente mesmo é saudável. É bonito. É natural. Deveríamos nos sentir assim a cada segundo de nossas existências. Mas infelizmente não é sempre assim que acontece. Às vezes por nossa culpa mesmo. Às vezes não. A armadura que optamos por usar no lugar da nossa própria concha é sempre TÃO pesada, que quando temos a oportunidade de tirá-la é quase mágico. E a leveza faz com que nos sintamos poderosos, capazes de conquistar o mundo, por mais medo que dê. A leveza nos torna pessoas melhores, mais felizes, mais otimistas. É perfeito.

Vivi momentos de sentimentos intensos, de entrega, de liberdade, de conforto, de alegria genuína – apesar da tensão, da confusão. Como podem sentimentos tão antagônicos caminharem por vezes tão juntinhos? Mas isso não me interessa. Não pelo menos agora.

Ainda tenho em minha mente uma lista de dúvidas gigantesca. Ainda tenho no meu coração um aperto que em momentos quase me sufoca. Ainda tenho vontades que me barram. Os nossos conceitos, as nossas crenças, as nossas próprias imaginações podem se transformar em inimigos públicos e isso amedronta, e isso gera ansiedade.

A ansiedade vive ao lado da minha satisfação neste momento. Juntamente com o sentimento de culpa por eu não poder ou conseguir ser um ser humano melhor neste momento da minha vida. Apesar de eu saber que eu sei quem sou. E me sinto (egoistamente falando) feliz por ser quem eu sou. Preciso de mim para continuar vivendo. E preciso continuar vivendo com paixão. Ela é o gás, a turbina da minha existência.

Eu fiquei com medo, relaxei, ri, sorri, dormi, cochilei, comi, assiti, olhei, suspirei, chorei, me emocionei, arrepiei, desejei, me libertei, arrisquei, joguei, opinei, sentei, dancei, cantei, falei, confessei, andei, cansei e me dei. No fim, o medo já não existia mais. Não o mesmo. Ok. Outro pode ter surgido. Mas o primeiro, consegui eliminar. E isso me garantiu alguns pontos na minha própria planilha de ações que deram certo, de coisas que acertei, que consegui.

Hoje é domingo. Meu domingo passou quase despercebido devido ao meu sono. Mas fui amparada. E me refugiei. Amanhã é segunda-feira. E cada dia após o outro. E o curso da minha vida vai seguindo assim…

07/20/2009. :: giRLi.E* ::. 1 comentário.

:: ToPaDa ::

Desabafo:

Quinta-feira. Despertador toca às 05h11 da madrugada. Eu acordo mas não desperto.

De olhos fechados, saio da minha cama quentinha e gostosa e decido simplesmente não calçar meus chinelos.

Ando descalça pelo pequeno caminho que me é possível entre minha cama e a porta do meu quarto, para me dirigir ao banheiro e tomar meu rotineiro banho matinal.

Crente de que já conhecia todas as metragens da minha nova moradia, não achei que não abrir os olhos seria um grande problema, afinal, poderia adentrar o box do meu banheiro e tomar aquela ducha a gás tão gostosa (finalmente me livrei dos chuveiros elétricos…) ainda de olhos fechados. Ilusão. Doce e amarga ilusão.

Em segundos, após ter me levantado, entre meus passos firmes de quem sabia o que estava fazendo, senti o impacto do meu dedo do pé com a quina do meu guarda-roupa. Naquele instante, meu mundo girou. Perdi a noção de espaço, tempo e raciocínio e numa dor quase que insuportável juntamente com a certeza de olhar para baixo e ver meu dedinho sem unha e pendurado, adentrou em minha cabeça infindáveis palavras de tom grotesco e totalmente primitivo que nem eu mesma imagina saber… Falei palavrão MESMO! Me esvaí!

Quanta dor – dor assim  não tenho lembrança de ter sentido há tempos (e bota “tempos” nisso!). Imediatamente cancelei minha aula da manhã. Seria impossível caminhar até eu me recuperar e verificar se um PS seria necessário ou não.

Enfim… Só de olhar pro meu dedinho e lembrar daquele dia, me dói. E olha que eu sou resistente pra dor (NOT!). A não ser em casos MUITO específicos.

07/14/2009. :: dEsCaRgA ::. 1 comentário.

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